3 exemplos de apps que rentabilizam o tédio

Quantas vezes você já ouviu – ou disse – a frase “estou entediado” essa semana? Se foi no mínimo uma vez, então você está no mesmo barco que 63% das pessoas.

E para sair do tédio, o que todos fazem? Mexem no celular, principalmente nos apps. Um estudo mostrou que um usuário fica, por dia, cerca de três horas e quarenta minutos no smartphone. Desse total, 90% são gastos em apps. Divididos em:

  • 68 minutos em redes sociais e de comunicação;
  • 44 minutos nos apps para matar o tempo (como YouTube);
  • 33 minutos em jogos.

 

É só observar as pessoas no transporte público ou em qualquer sala de espera. O uso dos dispositivos móveis está tornando as pessoas menos pacientes, mais impulsivas e com dificuldades de ficar parado por muito tempo. Foi aí que grandes desenvolvedores de apps tiveram uma boa sacada: transformar os momentos de tédio em dinheiro. Aliás, em muito dinheiro. Em milhões.

Separamos três cases de sucesso: Tinder, Candy Crush e Pokemón Go. Leia o nosso post e confira como esses apps conseguiram monetizar a aquisição dos usuários mobile.

 

Aplicativos que têm muito a ensinar sobre como monetizar o tédio

 

Tinder

tinder

No dia em que o Tinder foi lançado, em 2014, a revista Times afirmou que o app estimula o usuário a entrar em um mantra de “continue analisando o perfil das pessoas e deslizando para a direita ou para a esquerda” como se fosse um jogo. E isso gerou nada mais, nada menos, do que uma  “epidemia de cinco milhões de matches em um dia”.

Número impressionante. E em quatro anos, nunca parou de crescer. Disponível em 196 nações, o Tinder é usado hoje por cerca de 5% da população mundial.

(Uma curiosidade rápida: o Brasil lidera o terceiro lugar e o Rio de Janeiro é a cidade com maior número de matches do mundo.)

A palavra epidemia não foi utilizada em vão. Mesmo que você não esteja interessado em entrar em um relacionamento, deslizar sobre as telas do Tinder é viciante e uma companhia para os dias de tédio.

Para ganhar dinheiro com o ócio, o Tinder desenvolveu uma versão paga que dá direito às ações de Rewind, onde o usuário pode voltar atrás em uma ação.  Já a função Passport oferece a possibilidade de dar match em pessoas que estão bem longe de você – como em outros países.

Contudo, a sacada dos desenvolvedores do Tinder foi que, para usuários acima de 30 anos, o valor do Tinder Plus é duas vezes mais caro.

Resultado: Hoje, o app conta com 1.7 milhões de membros que pagam pelo seu uso.

 

Pokémon Go

pokemon go

 

Se você achou que o Pokémon GO caiu em desuso, é melhor pensar novamente. Um desafio lançado aos usuários, no final de 2017, levou a captura de três bilhões de Pokémons em apenas uma semana. Foram 500 milhões em dois dias.

O jogo é de graça. A monetização do app acontece de duas formas: por compras in-app, como as PokéCoins, e pela venda de anúncios dentro do jogo. No ano do seu lançamento, a receita do Pokémon GO foi de US$ 2.3 milhões dólares por dia.

O que faz as pessoas investirem nas compras dentro dos apps de jogos? Estudos mostram que bater recorde de pontuações, ganhar recompensas ou finalizar algum desafio geram sensações de prazer iguais as produzidas por substâncias como a metanfetamina.

 

Saga Candy Crush

Candy_Crush_Saga_logo

Partindo da premissa de que os apps de jogos podem ser realmente viciantes, os números do Candy Crush podem parecer pequenos. Ou não. A receita estimada, POR DIA, é de mais de dois milhões de dólares até hoje. São mais de 36 mil instalações diárias. O app ocupa o primeiro lugar do ranking de Top Grossing Games.

Assim como o Pokemón Go, o app é gratuito. A versão premium oferece vidas extras e benefícios que fazem com que os usuários consigam pontuações mais altas.

Claro que existem aquelas pessoas que apenas jogam sem gastar nada. Mas são essas mesmo que não param de mandar notificações para os amigos implorando por vidas.

Conclusão: pessoas querendo matar o tédio ou apenas procurando algo divertido para fazer, podem ser verdadeiras oportunidades de negócio. Com um pouco de criatividade e uma estratégia de mobile marketing bem feita, esses usuários entediados podem ser a fonte de lucro que você estava procurando para o seu app.

O que acha de adicionar mais inteligência no marketing do seu app e conseguir resultados positivos em semanas? Receba agora uma análise personalizada do seu aplicativo pela equipe de especialistas em ASO e mídia paga para apps do RankMyApp.

QUAL O FUTURO DOS APLICATIVOS?

O ano de 2017 foi muito interessante para nós, principalmente, porque começamos a fazer os Mobile Coffees.  Em alguns deles, as pessoas nos perguntaram:

 

“Será que os aplicativos vão acabar?”

 

Existem diversas opiniões acerca desse assunto. Mas, em linhas gerais, as ideias convergem para um ponto em comum: os apps não vão acabar, a menos que descubram como substituir as funções que eles desempenham na nossa vida atual.

Nós precisamos de apps para nos entreter, para nos conectar com nossos amigos, para nos ajudar com as nossas atividades diárias, etc… Por isso, o cenário mais provável é que existam mudanças em termos de dispositivos móveis. Porque, na realidade, o smartphone não é uma tecnologia exatamente disruptiva.

Então, especialistas apontam para o fato de que smartphones (hardware) provavelmente vão evoluir e serem substituídos. Mas os apps (software)… sobreviverão.

A maior prova disso é a rede social. No início, o Facebook era utilizado apenas como plataforma. No momento em que desenvolveram o app, os usuários baixaram e continuaram usando em seus celulares. Por isso, mesmo que surja um novo tipo de modelo device, a tendência é que as pessoas continuem a usar os aplicativos.

 

Apps não vão acabar, e sim, evoluir

 

Na realidade, o que estamos presenciando não é exatamente a morte dos aplicativos e, sim, a sobrevivência dos essenciais.

Pesquisas e relatórios de diferentes fontes fornecem dados para confirmar a teoria de que os apps continuarão ocupando um espaço de destaque por muito tempo. Aliás, a previsão é que o mercado de apps movimente US$ 139 bilhões em 2021.

Leia mais

RETENÇÃO DE APPS: FAÇA SEUS USUÁRIOS CONTINUAREM VOLTANDO

Primeiro post de 2018! Ano novo, usuários novos. Sim! Mas vamos também lembrar de trabalhar a retenção? A ideia é começar o ano falando sobre retenção de apps e relembrar porque é importante investir. E assim, começar diferente.

Isso porque, no decorrer de 2017, vimos uma mudança significativa na forma como os profissionais de mobile marketing analisam o crescimento do app. E para começar o ano, gostaríamos de compartilhar com vocês.

Antes, as métricas mais analisadas pelos profissionais era o número de instalações. Agora, o número de vezes que um usuário interage com seu aplicativo nos primeiros 30 dias da instalação é o que direciona as próximas ações.

Ou seja, está tornando-se cada vez mais importante construir uma estratégia de retenção sustentável que garanta que os usuários não apenas baixem seu app – como continuem voltando. Alguns dados para reflexão:

 

Sim, ‘Retain or Die’ é o lema em 2018. Vamos conversar mais sobre isso?

  Leia mais